Que pena
Nostalgia daquele fim de semana. Daquele que a gente combinou de se ver. De quando uma sexta, virou uma sexta e um sábado.
Nostalgia desse amor bom de sentir, de tocar, de admirar. De falar com propriedade: sou sua.
De quando tudo era mais fácil de se levar, de ser leve, encantador. Tipo viver uma história de amor de filme romântico. Tudo era sorriso, piscadela, risadas sinceras de piadas internas. Era andar de mãos dadas, mesmo que raramente. De sentir sua mão esbarrar na minha cintura, sem que ninguém percebesse. Aquele frio na barriga, antes de te encontrar. Antes de saber que seria um dia maravilhoso, porque estávamos felizes um com o outro. A gente entendia um ao outro.
Mas éramos mais a cura das dores, do que um amor inteiro. Éramos dois humanos com problemas que achávamos que iam resolver com o cuidado de um pelo outro.
Mesmo assim era bom, era leve...era ilusão. Era uma metáfora do que gostaríamos de viver. Pena que não foi com a gente...pena que não foi comigo. Pena que não supri o que faltava em você. Que não cheguei a te conquistar da forma que você me cativou. Que viramos história, viramos só uma história de uma página mal lida de um livro empoeirado na estante.
Nostalgia de quando aquele fim de semana, foi o resumo do que eu queria para nós...
O fim foi outro...
Julia Strauss
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